quarta-feira, 17 de junho de 2009

Gelo


Deslizas suavemente
passeias no meu prazer
refrescas a minha pele
derretes lentamente
sacias o meu desejo...!!!

Graça Grega

terça-feira, 5 de maio de 2009

Notas soltas


A sensualidade à flor da pele
solta notas musicais
melodias de setim
numa dança de sensações...!!!


Graça Grega

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Noite por ti despida


Adulta é a noite onde cresce
o teu corpo azul. A claridade
que se dá em troca dos meus ombros
cansados.
Reflexos coloridos. Amei
o amor. Amei-te meu amor sobre ervas
orvalhadas. Não eras tu porém
o fim dessa estrada
sem fim. Canto apenas (enquanto os álamos
amadurecem) a transparência, o caminho. A noite
por ti despida. Lume e perfume
do sol. Íntimo rumor do mundo.


Casimiro de Brito

quinta-feira, 19 de março de 2009

Pele


Pele suave
aveludada
de aromas frescos
reage ao toque
é sensual
estremece
em vagas de afagos
se excita...
guarda perfumes
recordações de desejo
sempre viva
sempre desperta
plena de luz...!!!

Graça Grega

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Inscrição Estival


Ó grande pleinitude!

E a tudo
a tudo alheio,
saboreio.

Absorto
sorvo
este cacho de uvas
tão maduras...

Este cacho de curvas que é o teu corpo


David Mourão Ferreira

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Boca


Boca é entrada,
Chave de todos os recatos
Gosto, no rosto, de todos os sabores
Medo, no seio, de todos os pudores
Vício, no cio, de todos os pecados
Boca é surpresa
Caixa mágica de todos os delírios
Arrepio, no toque, das carnes trêmulas
Desafio, no começo, dos recantos escondidos
Procura, no escuro, de todos os resquícios
Boca é jazigo
Túmulo inviolável das individualidades
Selo, na saliva, dos fluidos pessoais
Lacre, na mordida, das marcas digitais
Sacro, na súplica, da saciedade
Boca é sedução
É a fonte de todos os desejos
Sexo, animal, de dentes afiados
Carne, sensual, de ventres inflamados.
Amor, integral, que revive a cada beijo.


Lílian Maial

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Soneto de Amor


Não me peças palavras, nem baladas
Nem expressões, nem Alma… Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio
Nossas línguas se busquem, desvairadas
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua… unidos
Nós trocaremos beijos e gemidos
Sentindo nosso sangue misturar-se.
Depois… abre os teus olhos, minha amada
Enterra-os bem nos meus; não digas nada…
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio